Quando o árbitro Maurice Guigue apitou o encerramento da final da Copa do Mundo de 1958, em que o Brasil goleou a Suécia por 5×2, o mundo viu nascer uma das maiores seleções da história do futebol e defendendo sua meta estava um sujeito simples, mas com uma qualidade acima da média e uma carreira vitoriosa, que alguns anos mais tarde tornou-se associado do Esporte Clube Sírio. Bem, mas pra começarmos essa brilhante história temos que olhar lá pelos anos de 48 / 50 quando Gylmar dos Santos Neves fez as suas primeiras defesas no pequenino Jabaquara, da cidade de Santos. A chegada dele ao Corinthians foi como parte da negociação do quarto zagueiro Ciciá, em 1951. Mal sabiam os dirigentes da época que Gylmar se transformaria no maior goleiro da história do futebol brasileiro. O grande Gylmar, logo começou a se destacar no Corinthians onde alcançou vários títulos inclusive o inesquecível título do IV Centenário em 1954 e ficou até o ano de 1960, quando se transferiu para o Santos, lá ele jogou em uma das maiores, senão a maior equipe da história do futebol mundial em se tratando de clubes. No Santos, Gylmar atuou por 9 anos e alcançou a marca espetacular de 18 títulos, chegou novamente a seleção para a copa de 62, conquistando o bi, aliás ele é tetra campeão mundial: 2 com o Santos e 2 com a Seleção brasileira.

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Gylmar e a sua esposa Rachel se associaram ao Sírio no dia 13 de outubro de 1966, desde então sempre foi muito presente ao Clube, participou do futebol, jogando na ponta esquerda, foi diretor do Departamento de Futebol e Diretor de Esportes, chegando até ao Conselho do Sírio. Casado com Rachel Izar Neves há 50 anos, é pai de Rogério e Marcelo, também associados do Clube. Hoje infelizmente nosso grande ídolo está impossibilitado de frequentar o Clube, devido a um AVC sofrido há 10 anos, quando iria para o Maracanã colocar as mãos na calçada da fama do estádio. Muito querido por todos, Gylmar é um ícone do futebol e do Esporte Clube Sírio e torcemos para que esse espírito vencedor possa desembarcar junto com a seleção que vai tentar na África do Sul continuar a história vencedora que Gylmar e seus companheiros começaram em 1958.

Obrigado, Gylmar!!!  

Curiosidades:

   Na copa de 1958 o goleirão Gylmar jogou com a camisa nº 3, isso mesmo! Ele ficou com esse número devido a inscrição ter sido feita aleatoriamente pelo Dr. Paulo Machado de Carvalho, o “marechal da vitória”, e por coincidência dos “deuses do futebol” o até então menino Pelé ficou com a camisa de nº 10.

   Gylmar foi Diretor de Futebol em 1974 e Diretor de Esportes do Clube no biênio 75/76.

   No ano de 1969, Gylmar quase voltou para jogar a copa de 1970, pois João Saldanha já vislumbrava o retorno do goleiro e com a chegada do técnico Zagallo isso se transformou em realidade, com a ida do próprio técnico a casa de Gylmar e o pedido oficial. Gylmar voltou a treinar e para isso contou com a ajuda do Sr. Jorge Domingos (Tio Jorge) e de Wellington Joseph. Mas o treinamento era para a realização do centésimo jogo de Gylmar com a camisa da seleção que lhe rendeu uma Bandeja de Prata.

q    Gylmar, em um amistoso em 1956 contra a Inglaterra, no estádio de Wembley defendeu 2 pênaltis e isso provocou a quebra de protocolo da Rainha que fez questão de descer e cumprimentar nosso ídolo.

q    Dentre os muitos troféus, Gylmar tem um especial, é o Belfort Duarte, concedido aos atletas que completam 10 anos sem expulsão ou indisciplina.

q    Foi condecorado com o título de “Supremo Guardião do Campeão do IV Centenário”.

*Colaboraram nesta matéria: Marcelo Izar Neves e o Sr. Jorge Domingos (tio Jorge).

Jornalista Responsável:   Alex Henrique Tobias – Mtb. 51177/SP